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Este site (sim, esse que você está lendo agora)

Um post meta sobre o lacorte.dev — o site de desenvolvedor bilíngue em que você está — e não o antigo blog com cara de terminal Fallout.

Então: você está lendo um post… sobre o site em que está lendo o post. Meta delicioso. Bem-vindo ao auge da contemplação do próprio umbigo — só que desta vez o umbigo se chama lacorte.dev, e não um cosplay de CRT verde.

O projeto

Este é o meu site pessoal de desenvolvedor. Eu construí. Estou escrevendo sobre ele. Nele. Continua meio A Origem, mas com menos pião girando e mais ferramenta no navegador.

Eu tratava "portfólio" como código pra "blog com tema escuro." Não dava. LinkedIn e GitHub provam que você existe; um site assim prova que você entrega. Então o lacorte.dev é diário de aprender em público mais coisas que as pessoas de fato usam: ferramentas, jogos, feeds de artigos e vagas, e até chat anônimo. Se veio só pelo post, o resto do menu é opcional. Se veio por um formatador de JSON às 2 da manhã — de nada, internet.

Comece em /pt/about, passe por /pt/posts, ou vá direto em /pt/tools e /pt/games.

A stack (porque todo mundo quer saber)

Por que não WordPress?

Você deve estar pensando: "Por que você não usou WordPress como gente normal?" Bom — eu uso WordPress. E-commerce, cliente, aquele papo todo. Funciona. Cumpre o papel.

Mas não gosto o bastante pra estacionar minha marca pessoal nele. WordPress é o colega confiável que entrega rápido e que o RH ama — até o zoológico de plugins e o "ajuste rápido com IA" transformarem o código em espaguete. Cliente pediu WordPress? Beleza. Dado dele, decisão dele. Meu site? Quero uma stack que eu explique de ponta a ponta. Quando quebra, sei de quem é a culpa (spoiler: minha).

Por que não Ghost CMS?

O Ghost é bonito, limpo e moderno. Também é muita máquina pra "Markdown numa pasta." Ótimo se você roda empresa de mídia. Site pessoal que ainda hospeda ferramenta e jogo? Exagero. Testei uma vez; o servidor fez barulho que eu nem sabia que servidor fazia. O lacorte.dev fica no Next.js — não porque o Ghost seja ruim, mas porque eu quero um app só que faça mais do que Blogspot de roupa nova.

Next.js, React, TypeScript

Escolhi o Next.js (App Router) porque encaixa de verdade: SSR e SSG onde ajudam, rotas de API e cron pros agregadores, e um caminho de deploy que não briga comigo. O site roda em Next.js 16, React 19 e TypeScript — porque JavaScript sozinho não era confuso o bastante, e discutir com a IDE sobre string | null constrói caráter.

Markdown pros posts

Os posts ainda vivem em Markdown em src/content/blog/{en,pt}/. Sem CMS chique. Escreve no editor, commit, deploy. É tipo os anos 90 com syntax highlight melhor — e uma pasta por idioma pra o português não virar "depois a gente traduz."

Supabase, PeerJS e companhia

O site não é mais só estático. O Supabase cuida de Postgres, RLS, auth (incluindo sessão anônima pra favoritos/recentes) e realtime onde importa. O PeerJS carrega o tráfego do chat anônimo; a sinalização passa pelo Supabase, não pelo Firebase. Crons na Vercel mantêm feeds de artigos e vagas vivos. Blob opcional existe pra asset quando precisa.

Tailwind e troca de tema

A UI é Tailwind com light/dark por classe — tons de zinc, primary violeta, Pretendard na tipografia. Sem flicker de terminal. Sem LARP de "invadindo o mainframe." A estética antiga de CRT Fallout foi divertida por um fim de semana; pra um site que as pessoas usam como cinto de ferramentas, contraste legível e um toggle de tema ganham.

Funcionalidades (as que de fato existem)

UI pública bilíngue

Inglês em /…, português brasileiro em /pt/…. Posts do blog traduzidos onde importa. Admin e login ficam só em inglês — operação não precisa de segundo locale.

Blog e comentários

Você está no blog. Posts em Markdown por locale. Comentários passam pelo Supabase nos posts que suportam — não um "quarto de hóspedes" que eu finjo que funciona na Vercel enquanto não funciona.

Ferramentas e jogos

Dezenas de ferramentas no navegador (JSON, regex, bcrypt, imagens, timers e amigos) e um monte de jogo pequeno. Fazem parte do produto, não de um rodapé esquecido.

Artigos e vagas

Artigos de tech/dev agregados e vagas de TI a partir de páginas de carreira — atualizados sob demanda/agendamento pra o site não depender só do meu ritmo de escrita.

Chat anônimo

Chat peer-to-peer com sinalização no Supabase. Mora na área de ferramentas, sem gritar o tempo todo no menu principal — mas é real.

Sobre, contato, privacidade

Porque site pessoal sem isso é só pasta de vibe. E-mail do jeito antigo quando formulário não é o ponto.

SEO e analytics

Sitemaps, robots.txt, imagens Open Graph, Vercel Analytics e Speed Insights. O Google vai ligar? Talvez. Eu configurei mesmo assim? Sim.

Deploy: Vercel

Faço deploy na Vercel porque encaixa no Next.js, o plano gratuito basta pra site pessoal, e um push ainda parece mágica — com mais variável de ambiente e menos coelho.

Serverless tem trocas (filesystem efêmero, cold start, "coloca isso no Blob"). Isso não é pegadinha só da Vercel; é o modelo. Pro lacorte.dev, a troca vale a pena: preview, cron, Analytics e um alias de produção entediantemente confiável em www.lacorte.dev.

O que eu aprendi

  1. Não entregue nostalgia como design inteiro — Verde de terminal era fofo; UI light/dark usável é o que as pessoas mantêm aberto.
  2. Markdown ainda é seu amigo — Conteúdo simples vence. Locale dobra o trabalho, e tudo bem.
  3. TypeScript vai te salvar — Mesmo quando você odeia ele, está te salvando de você mesmo.
  4. Um "blog" pode ser plataforma — Ferramenta e jogo não são scope creep se são o motivo de voltarem.
  5. i18n é decisão de produto/pt desde o dia um ganha de "traduzimos depois."
  6. Serverless é um contrato — Projete pra ele em vez de brigar com o filesystem.

Pé no chão

O lacorte.dev é over-engineered pra "um lugar pra escrever"? Provavelmente. Eu poderia ter usado o Medium? Claro. Construir o próprio site ainda é rito de passagem — e agora também é playground pra experimento que eu não quero jogar em cliente.

É perfeito? Não. Vou continuar mexendo? Absolutamente. Algum dia vou ficar satisfeito? Provavelmente não. Esse é o trabalho.

O código dessa bagunça está aqui.

Comentários

Vai direto ao ponto — dúvidas, correções e causos de produção são bem-vindos.

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Publicado em lacorte.dev