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Este Blog (Sim, Esse Que Você Está Lendo Agora)

Um post meta sobre o blog que você está lendo agora. Porque nada diz "eu tenho tempo demais" como escrever sobre o próprio blog.

Então, você está lendo um post de blog... sobre o blog que você está lendo. Que delicioso nível de meta. Bem-vindo ao ápice da contemplação do próprio umbigo, meu amigo.

O Projeto

Este é o meu blog. Eu construí ele. Estou escrevendo sobre ele. Nele. É tipo A Origem, mas bem menos legal e com significativamente menos pião girando.

Decidi criar esse blog porque, aparentemente, ter um perfil no LinkedIn e uma conta no GitHub não era suficiente para provar que eu existo na internet. Então aqui estamos, adicionando mais um site à já superlotada paisagem digital. De nada, internet.

A Stack de Tecnologia (Porque Todo Mundo Se Importa)

Por Que Não WordPress?

Você deve estar se perguntando: "Por que você simplesmente não usou WordPress como uma pessoa normal?" Bom, aqui está a questão! Eu realmente uso WordPress. Para sites de e-commerce, projetos de clientes, e todo esse blá-blá-blá. Tá tudo bem. Funciona. Cumpre o papel.

Mas aqui está o pega: eu não gosto o suficiente dele para colocar meus dados pessoais lá. 11 em cada 10 instâncias de WordPress pegam vírus... Sim, eu sei que isso é matematicamente impossível, mas o WordPress dá um jeito. É como aquele colega de trabalho confiável que sempre entrega rápido, todo mundo do RH e da gerência ama ele, mas tem um detalhe: ele também fode com a base de código toda com AI slop e código espaguete toda vez que encosta nela.

Para meus clientes simplórios que pedem WordPress? Claro, por que não. Eles querem, eles ganham. É o dado deles, o problema é deles. Mas para o meu blog pessoal? Não. Vou ficar com minha solução feita à mão, onde eu sei exatamente o que está acontecendo e, quando quebra, eu sei exatamente de quem é a culpa... (spoiler: é minha).

Então WordPress é ótimo para negócios, mas para coisas pessoais, eu prefiro algo que eu realmente controlo. Pode me chamar de exigente, mas eu gosto que meus projetos pessoais sejam... bem, pessoais.

Por Que Não Ghost CMS?

Ah, Ghost CMS. Meu amado. O que escapou. Ou melhor, o que eu fugi.

O Ghost é lindo. É limpo. É moderno. Também é um devorador de recursos que faz meu servidor chorar. Por que ele precisa de tanta RAM e CPU só para exibir texto numa tela? É como usar um carro de Fórmula 1 para ir ao mercado! Tecnicamente impressionante, mas completamente exagerado.

Testei o Ghost uma vez. Meu servidor começou a fazer sons que eu nem sabia que servidor conseguia fazer. Estava usando mais recursos que um país pequeno, e para quê? Para ser um Blogspot com roupa nova? Não me entenda mal, o Ghost é ótimo se você está gerenciando uma empresa de mídia ou precisa de todos aqueles recursos chiques. Mas para um blog pessoal onde eu escrevo sobre... bem, meu blog? É como levar um lança-chamas para uma festa de aniversário.

Então aqui estou eu, com meu blog leve em Next.js que provavelmente usa menos recursos que a tela de carregamento do Ghost. Às vezes a solução simples é a solução certa. Ou talvez eu seja só um pão-duro. Você decide.

Next.js

Escolhi o Next.js porque sou um desenvolvedor básico que segue tendências. Além disso, porque ele é realmente muito bom. Server-side rendering? Marcado. Geração de site estático? Marcado. Rotas de API? Marcado. Minha sanidade? Discutível.

Estou usando o App Router porque gosto de viver no limite (ou pelo menos, no limite que era estável há seis meses). O Pages Router é para covardes, e eu definitivamente não sou um covarde. Eu só... cheguei elegantemente atrasado na festa.

TypeScript

Como JavaScript não era confuso o suficiente, eu adicionei tipos. Agora posso passar horas discutindo com minha IDE se string | null | undefined é a mesma coisa que string?. (Spoiler: não é, e o TypeScript vai fazer questão de você saber disso.)

Markdown para os Posts

Guardo os posts como arquivos Markdown porque eu sou old school desse jeito. Sem CMS chique, sem banco de dados, só bons e velhos arquivos .md sentados numa pasta. É tipo os anos 90, mas com um destaque de sintaxe melhor.

A melhor parte? Posso escrever posts no VS Code, o que significa que consigo me sentir produtivo enquanto procrastino. É ganha-ganha.

O Design: Estética de Terminal Fallout

Optei por um design de terminal inspirado em Fallout porque:

  1. Tenho um amigo, sim... um bom amigo mesmo...
  2. Ele ama a série Fallout, ele ama mesmo...
  3. Texto verde em fundo preto é mais fácil para os olhos às 3 da manhã
  4. Me faz sentir que estou invadindo um mainframe (não estou)
  5. É retrô, que é código para "eu não tive paciência de aprender design moderno"

O CSS é uma bagunça linda de animações, keyframes e escolhas de cor questionáveis. Tem um efeito de flicker que faz parecer um monitor CRT antigo, o que é charmoso ou irritante dependendo de quanto café você já tomou.

Funcionalidades

Sistema de Comentários

Sim, tem um sistema de comentários. Não, ninguém usa. Mas ele está lá, e é isso que importa. É como ter um quarto de hóspedes no seu apartamento — você provavelmente nunca vai usar, mas te faz sentir um adulto responsável. (Nota: Não funciona de jeito nenhum na Vercel, onde isso está hospedado... De nada!)

Formulário de Contato

Tem um formulário de contato porque, aparentemente, endereços de e-mail são complicados demais para as pessoas usarem diretamente. Não estou julgando (estou totalmente julgando), mas ei, se isso facilita a vida de alguém, quem sou eu para reclamar? (Nota: Não funciona... AINDA!!!)

Inscrição na Newsletter

Porque o que é um blog sem uma newsletter que ninguém assina? É o equivalente moderno de um livro de visitas, mas com mais potencial para spam. (Nota: Mesma coisa, mas diferente! Não bem assim...)

Web Workers e WebAssembly

Adicionei Web Workers e WebAssembly porque eu queria me sentir inteligente. Eu realmente preciso deles? Provavelmente não. Eles deixam o blog mais rápido? Marginalmente. Eles me fazem parecer que eu sei o que estou fazendo? Absolutamente.

Otimização de SEO

Otimizei para SEO porque o Google precisa saber que eu existo. Adicionei sitemaps, robots.txt, e todo esse blá-blá-blá. Alguém vai achar esse blog pelo Google? Provavelmente não. Mas pelo menos eu tentei, e isso é o que conta, né?

Deploy: Vercel

Fiz o deploy disso na Vercel porque:

  • É de graça (e eu sou pão-duro)
  • É fácil (e eu sou preguiçoso)
  • Funciona com Next.js direto da caixa (e eu sou básico)

O processo de deploy é tão suave que chega a ser suspeito. Um push pro GitHub, e pum — seu site está no ar. É tipo mágica, mas com mais variáveis de ambiente e um pouco menos coelhos.

O Que Eu Aprendi

  1. Não pense demais no design - Passei tempo demais em animações CSS que ninguém percebe
  2. Markdown é seu amigo - Simples é melhor. Sempre.
  3. TypeScript vai te salvar - Mesmo quando você odeia ele, está te salvando de você mesmo
  4. Vercel é uma droga - Sério, sistema de arquivos somente leitura? Eu entendo que é serverless, mas cara... é uma droga!
  5. Ninguém mais lê blogs - Mas aqui estamos de qualquer jeito, porque somos otimistas (ou masoquistas)

O Balanço da Realidade

Sejamos honestos: esse blog provavelmente é over-engineered para o que ele faz. Eu poderia ter usado WordPress ou Medium ou literalmente qualquer outra plataforma. Mas onde estaria a graça nisso? Além disso, construir seu próprio blog é um rito de passagem para desenvolvedores, tipo ter seu primeiro momento "funciona na minha máquina".

É perfeito? Não. Vou continuar mexendo nele? Absolutamente. Algum dia vou ficar satisfeito com ele? Provavelmente não. Mas essa é a beleza de ser desenvolvedor: nunca terminamos, só ficamos temporariamente sem ideias.

Você pode encontrar o código dessa bagunça aqui.

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Publicado em lacorte.dev